domingo, 10 de agosto de 2008

Tempo


Houve um tempo em que eu via o tempo passar, onde eu conseguia ser pontual, o tempo sobrava. Onde está esse tempo? Ouço os mais velhos dizerem constantemente: - “No meu tempo era diferente.” – Isso ou aquilo sempre eram diferentes. Me pergunto se antigamente o tempo era tangível, ou se as horas tinham mais do que sessenta minutos? Estou ficando velho. Vivo num contratempo, contra-fluxo, anti-horário de mim mesmo.
Hoje está fazendo um dia tão bonito! Friozinho bom! Tem gente que não gosta desse tempo. Queria escrever mais sobre isso mas meu tempo está se esgotando e nem o vi passar, tenho que voltar ao trabalho, lá é o único lugar onde o tempo não passa - Por quê?


[Foto: Susana Ferreira]

terça-feira, 29 de julho de 2008


Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta
Cadáveres adiados que procriam.
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Leis feitas, estátuas vistas, odes findas -
Tudo tem cova sua. Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.
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Fernando Pessoa
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[Foto: Rui Bento Alves]

terça-feira, 22 de julho de 2008

Separação

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No mar revolto das palavras ela flutuava em seu espírito em estado de dúvida, mal ousava pronunciá-la. Como o náufrago que luta até suas últimas forças antes de ser abatido pelas ondas, não acreditava no fim inevitável.
Mas sim, ela se fez presente, surgiu como uma vaga que rebenta nas pedras com força descomunal. Ela, soberana e fatal ...- ...Separação.
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[Foto: Haleh Bryan]

terça-feira, 15 de julho de 2008

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O pensamento vem da dor, o pensamento chama a dor, e na felicidade se vive sem pensamentos! Beba, meu velho! Afogue seus pensamentos!
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Katierina em A Senhoria - F. M. Dostoiévski
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[Foto: José Roberto]

terça-feira, 1 de julho de 2008

(...)

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Neste mundo não há nada mais difícil que a franqueza e mais fácil que a lisonja. Se a franqueza se junta a menor nota falsa, imediatamente se produz uma dissonância, e a seguir o escândalo; ao passo que na lisonja, mesmo que tudo seja falso até a última nota, mesmo assim ela é agradável e é recebida com satisfação - com satisfação grosseira, é verdade, mas com satisfação. E por muito grosseira que seja a lisonja, metade dela, pelo menos parece verdadeira.
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Svidrigáilov em "Crime e Castigo" - F. M. Dostoiévski
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[Foto: Haleh Bryan]

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Velinhas (afff)

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Já?!!! Agora que eu estava me acostumando aos 27.
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[Foto: Nataliya Peregudova]

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Após

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Os olhos umedecidos contemplavam-na enquanto dormia, seu rosto, a paz de um sono tranqüilo. Por um bom tempo permaneceu assim, a observar, ficaria a noite toda velando seu sono mas tinha necessidade de partir, sua decisão já estava tomada de antemão, e ele sabe que não pode ser de outra forma.
O relógio marca 04h30min. Da porta ele a vê sob a luz branda do abajur, volta e lhe assenta um beijo à fronte para depois sem olhar para trás ganhar a rua.
No frio da madrugada nenhuma alma pelas ruas, o vento cortante crispa-lhe os lábios. Os dedos doem, o coração dói. Talvez por dentro sinta mais frio ainda, um coração que a muito não vê o sol. Devaneios... desalento... desilusão. Ele só quer chegar em casa. É doloroso ser real neste tempo onde não há tempo, sonhar um sonho que não é mais seu.

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[Foto: Luís Lobo Henriques]

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Gravura

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Como ir e vir?
Como não sentir?
Quando vou sorrir enfim?
Se ela não me encontrar, quem vai pintar as canções que desenho em mim?

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Paulinho Moska - Impacto
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[Foto: Fast...]

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Ausência

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Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces. Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida.
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
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Vinicius de Moraes
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Encerra-se mais um capítulo em minha vida, partirei, ainda sem saber pra onde ir, mas partirei, seguro de que outrora pude viver em uma outra realidade, a realidade de quem ama e é amado. Foi bom enquanto durou, porém, se tornou pesado demais. Viro a página, viverei, se intensamente ou não pouco importa, hoje tudo me é indiferente.

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[Foto: Ricardo Araújo]

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Eu aprenderei, tu saberás!

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Novamente você se foi, a luz se apagou. Nada restou do que havíamos construído. Aqui estou eu, com uma garrafa de vinho barato tentando entender as peças que a vida nos prega. Tudo poderia ser mais fácil, um simples “dois mais dois igual a quatro” e pronto! E pensar que eu gostava de matemática; devo ter faltado a esta aula. Talvez então, como numa conjugação verbal, seríamos – EU, TU, NÓS!!! (não existiriam “Ele” ou “Ela”). Começo a pensar que não fui um bom aluno, “estou de recuperação”. Quem sabe um intensivo? Faculdade? Pós-Graduação? Essa matéria não tem lógica, mas se tivesse qual seria a graça?
Para o caderno já inventaram a borracha, já para o coração...
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A luz se apagou
Nada restou
Definitivamente.
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"Tenho que falar pois falar salva".

Clarice Lispector - Tempestade de Almas
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[Foto: Paulo Evangelista]

sexta-feira, 30 de maio de 2008

... ao pó voltarás.

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Por um momento quis correr, virar as costas e correr, correr o mais rápido e para o mais longe possível, enquanto confusa, me dizia tudo o que eu não sabia, decerto que nem tudo me era totalmente desconhecido, porém não imaginava a gravidade da situação.
Ainda agora escrevo como que anestesiado, com o peito a explodir num misto de dor e desgosto.
Em algumas poucas horas você reconstruiu o meu castelo, para em alguns segundos derrubá-lo, me trouxe aquela atmosfera de paz que tínhamos, me fez acreditar que ainda valia a pena, pois o amor não se extinguiu de todo, apenas adormeceu em mim, e agora você via o quanto me amava, e que era um amor sereno, consciente (foram palavras suas), e agora... agora...
Só alguns meses ausente, ausente de si mesma, pois aquela não era você, e uma atitude que mudará o curso de uma vida. E eu... fico aqui, sem saber como agir.
O melhor seria fechar os olhos e acreditar que nada disso é real, que não passa de um pesadelo, que vou acordar gritando e me dar conta de que tudo não passou de um sonho ruim (como eu gostaria de ser assim, mas não consigo).
Um turbilhão de coisas passam pela minha mente, num emaranhado de sensações que me fazem sorrir com a certeza de que outrora éramos felizes (e eu sabia), e sensações que me fazem agonizar por saber que nunca mais será, (nunca é muito tempo, eu sei) nunca mais será como antes.
Escrevo num gesto de desespero, não atinando muito para a forma e ordem das coisas, perdi o rumo, só sei que a escrita é um bálsamo para mim agora (e sempre foi).Enquanto mergulho em minha inexistência, tu vais dar vida a uma outra vida que não a minha, fruto da inconseqüência... (e que seja abençoado).
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[Foto: Paulo Cesar]

domingo, 25 de maio de 2008

Rotina

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Olhares atentos.......................
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..................palavras codificadas...............
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telefones insistentes.......... procedimentos..........
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........................................... digita
....................confere.........
.................................................................................................... coleta................................. 2º via.....
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escala......
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Vou vivendo .........................
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.....................um que não sou eu...............
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mas que se faz necessário...............................................
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[Foto: Adriana Oliveira]

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Desafio

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Confesso que sou um pouco avesso a esses desafios, mas vá lá...
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Este me foi enviado pela Nogs e consiste em expressar o significado das seguintes palavras.
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Família – Fundamental.
Homem – Cada vez mais distante de Deus.
Mulher – Cada vez mais distante de Deus.
Sorriso – Abre portas.
Perfume - Suave.
Carro - Praticidade.
Paixão - Música.
Amor – Sempre amamos alguém, que ama outro alguém, que por sua vez ama outra pessoa.
Olhos - Os da alma.
Sal - Tempero... mas não muito salgado.
Chuva – Me dá uma paz...
Mar - Reflexão.
Livro – Vários, não quero cometer nenhuma injustiça citando apenas um.
Filmes – Drácula de Bram Stoker.
Músicas – Impossível eleger uma só.
Dinheiro – O suficiente.
Silêncio - Paz.
Solidão – Aprecio.
Flor - Rosa.
Sonhos – Nenhum absurdo.
Cidade – São Paulo.
País – São Paulo (eu sei, é uma utopia).
Não viver sem – Música, mulher.
Nunca deixar de ser – São Paulino (ah, esse meu time).
Qualidades – Hosnestidade, sinceridade.
Defeitos - Teimosia.
Gostos - Simples.
Não passarei – Do ano de 2099.
Detestas – Falsidade, hipocrisia.
Pessoa – Minha Mama (baixinha guerreira
).
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Sei que existe uma regrinha de passar adiante, escolhendo alguém para dar continuidade ao desafio, mas desta vez esse vai parar por aqui.
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Um grande beijo para ti Nogs !!!
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[Foto: Xiang Gao]

terça-feira, 20 de maio de 2008

Dissonante

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Vibrou o último acorde, uma vontade imensa de permanecer ali.
O palco acanhado, já não comportava a energia que emanava em cada compasso, através das frestas do lugar que tremia a cada acorde.
Vibrou o último acorde, e no fundo eles não queriam que fosse assim, mas como que anestesiados aceitaram (como de costume) a situação imposta pelas adversidades.
Mesmo sentindo a energia favorável do talento e da amizade, não possuem mais a força motora que os impele ao encontro do sonho cada vez mais distante, o sonho que se esvai com o vento que nunca sopra a favor.
Vibrou o último acorde, em meio a tanta gente que acompanhava atentamente cada arranjo, cada nota e palavra entoada harmoniosamente.
E ao fechar das cortinas cada um seguiu seu coração, não querendo mais acreditar, negando mesmo a possibilidade de continuar a ser um corpo, onde cada um dos membros, ainda que com algumas limitações, soavam perfeitamente como um todo.
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[Foto: Andrés Bortnik]

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Gracias

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Querida Nogs, melhor que este "mimo" é ter você sempre tão presente neste humilde cantinho.
Obrigado por permitir que, de alguma forma, eu faça parte da sua vida, assim como também não posso mais deixar de ler-te e mergulhar em suas palavras.
Obrigado por sua amizade, e pelo seu carinho.
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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Error

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Então, eis-me aqui. Como explicar esse meu desaparecimento recente... ?
Bem. Tenho vivido uma relação de amor e ódio com meu computador, já está parecendo casamento mal resolvido, desses que precisam de uma boa briga, com direito a quebradeira de pratos e tudo para voltarem ao normal, e dependendo da intensidade da briga alguns voltam à Lua-de-Mel.
Na nossa intimidade já até nomeei os 3 Hd's que possuo, Pricipal, Batistinha e Reservinha, respectivamente. O Reservinha coitado, 3 gigas, (é verdade ainda existe) é inofensivo, já o Batistinha é genioso, limpeza de disco não é com ele, desfragmentar então, nem pensar, trava tudo. O Principal é onde está armazenado todo o sistema, quando ele não funciona, nada funciona, e quantos e quantos arquivos já desapareceram, um dia estavam lá, com todas as suas letras, sons, figuras e no outro, nada! Um nada absoluto, nem um vestígio sequer.
Quando os três funcionam perfeitamente a placa de som resolve não funcionar, ou o leitor de CD não reconhece mídia nenhuma, e então fico sem música, o que no meu caso é impossível, pois sou movido por ela, seja de manhã ou de madrugada ela está sempre presente, e sempre no meu ritmo, seja melancólico, alucinante, ou apaixonado e etc etc etc...
Mas o pior de tudo é quando fico sem minha conexão, e dessa vez foi longe demais, cogitei a possibilidade de traí-lo com outros computadores, as lan-houses sorriam para mim, computadores alheios sempre tão prestativos, estavam sempre a disposição, diziam: - Olhe sua caixa de e-mails pelo menos, rapidinho, ninguém vai saber! Mas permaneci firme, fiel.
Agora, após um novo check-up nossa relação parece ter voltado ao normal, quantas noites mal dormidas, e quantos não foram os chutes que na hora da fúria disparei contra meu companheiro das madrugadas. Algumas coisas foram mudadas, outra serão, o Batistinha continua firme e forte (ao menos por enquanto), meu teclado e meu mouse funcionam sem fio, já abasteci meu estoque de pilhas para não correr o risco, o monitor ganhou uma capa nova para protegê-lo da umidade e de "quebra" uma... (melhor não usar essa palavra, vai que ele leva a sério) e por "fim" uma limpeza geral; limpeza... melhor o Batistinha não ler isso, e melhor eu parar por aqui também.

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[Foto: Sam]
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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Meu Sonho

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Eu
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Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sangüenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?
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Cavaleiro, quem és? o remorso?
Do corcel te debruças no dorso...
E galopas do vale através...
Oh! da estrada acordando aa poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?
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Onde vais pelas trevas impuras,
Cavaleiro das armas escuras,
Macilento qual morto na tumba?...
Tu escutas... Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?
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Cavaleiro, quem és? _ que mistério,
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?
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O Fantasma
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Sou o sonho de tua esperança,
Tua febre que nunca descansas
O delírio que te há de matar!...
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Álvares de Azevedo
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[Foto: Armindo Dias]

terça-feira, 8 de abril de 2008

Modernidades Nem Tão Modernas

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[Foto: José Paulo Andrade]
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sábado, 29 de março de 2008

Ausência

Amigos, perdoem minha ausência, ando com alguns problemas de conexão, HD's, e por aí vai...
Estou me conectando por computadores alheios apenas, sendo que pelos mesmos não disponho de tempo e sossego o suficiente para publicar algo.
Espero que consiga em breve restabelecer minha conexão para dar prosseguimento em minhas viagens à blogosfera e as minhas leituras diárias de espaços tão ricos de sabedoria e sentimentos, os quais já não vivo sem.

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quarta-feira, 19 de março de 2008

A Lista

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Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
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Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você já desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
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Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
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Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
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Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
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Quantas canções que você não cantava
Hoje assovia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
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Oswaldo Montenegro
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Foto: Repertório do último show em São Paulo (01/12/06) da turnê "4" dos Los Hermanos - by Sam